10 de agosto de 2009

What can I say about myself

Tem algo novo no MUNDO.
Tudo MUDA no MUNDO a medida que MUDAmos o rumo. O rumo da fala.
Os pensamentos flutuam como nuvens. O que eu posso dizer sobre mim mesma?

Àquelas pessoas que dormem na rua, que gritam e respiram fundo, porque o mundo não tem perspectivas. Àquelas pessoas que seguem sem olhar para trás, e que acreditam nas suas escolhas como se essas fossem as últimas de suas vidas.

O que eu ia mesmo dizer sobre mim?

A todos que amam, beijam, choram, que abraçam apertado, que falam Bom Dia prolongando o último "A". Àqueles que amam suas famílias e que pedem algo pra Deus sem nem saber se ele existe pois o mais importante já existe, a fé.

Já disse que queria ser mil? Eu sou mil.

O que eu sinto tem a beleza da tristeza que só o nosso velho e imortal Vinicius sabe explicar. Não sei o que dizer.

Só sei que dedico TODA minha vida a essas pessoas que fazem, que ouvem e que me ensinam um pouco a mais sobre. Viver.

1 de agosto de 2009

PODE SER que o mundo esteja mesmo ao ponto de acabar. E que as pessoas já tenham perdido a noção da maquina que está por trás de tudo.
A ESSÊNCIA e a vida caminham juntas, amigas inseparáveis, confidentes, amantes. E me emociono em ver tudo aquilo que aflora com sua essência. Como aquele menino que me pediu dinheiro pra ganhar um brinquedo na pescaria da Festa Junina, ele me mostrava inteiramente que ele queria um brinquedo. Como o moço quase nu que entrou no banco 24horas, sujo, se encolheu em um canto e dormiu. Ele só queria dormir. Só.
E ao mesmo tempo que saio e vejo tantas pessoas. Que só são empurradas ou levadas pelos outros. Que não florecem dentro de si mesmas. Pessoas cruas, no mais cruel sentido da palavra, mas adimiro ver os seus momentâneos despertar de essência, pequenos flashes que brotam e que provam que todos somo no fundo feito dela. O que falta mesmo é descobrir. E deixar.
Grande parte da minha essência ainda está escondida nos emaranhados de meus pensamentos, eles infelizmente me dominam muitas vezes. Ainda não aprendi... mas espero estar aprendendo. De repente acredito ter mudado de idéia, talvez o mundo esteja só começando.

24 de julho de 2009

Eu, I, Ich, Yo, Je

Possibilidade.
Mata aqui dentro aquilo que reside o meu ser. Sou filha de quem, neta do avô, pai e mãe se unem e fazem algo que sou eu. Fui eu. Droga, é muito louco isso tudo! De novo eu me pego vendo o tempo todo achatado. Eu me vejo velha, adulta, casada, sem dente, grávida, vejo o sucesso a derrota o medo. Tudo vem tão forte, que no fim não entendo o que sinto o que sou o que quero o que amo o que me faz viva.

E ao mesmo tempo queria parar de ser tão egoísta.

O Deus que me conforta me mostra o resto do mundo, porque o resto do mundo não tem tempo pra se questionar. O instinto de sobrevivencia é muito mais forte do que a vã filosofia.

Questionamentos por si só são vácuo. Vácuo perfeito. Nem um átomo do universo.

Pare. Respire. É o que diz a minha consciencia.

Eu, paro, respiro, choro. Porque as lágrimas são a prova da mais sincera emoção quando se está num quarto escuro sozinho e sem perspectivas. É assim que estou: sem perspectivas. Tudo é tão indiferente.

E ao mesmo tempo queria parar de ser tão egoísta.
Eu dei um real e oitenta centavos para o Big Bus Brasil hoje. Será que isso demonstra que não sou tão egoísta assim?

Por que viver sem noção do futuro do que se quer do que se ama é tão ruim?

Eu juro que tudo que faço tem tanta verdade, mas não tem certeza.

Já e x a g e r e i p o r hoje.

5 de julho de 2009

O melhor é quando fico sem palavras. Sim. Eu tento encotrá-las no fundo da minha memória. Elas dão uma razante no meu cérebro e não consigo. Forço. Penso. Paro. Onde é que ela está. Queria me referir a algo que tenha a ver com uma sensação, mas não é bem isso é algo bonito mas que tenha a ver com uma sensação. A força é tremenda, e meu corpo esquece tudo, tremo, meus dedos fazem movimentos sem o meu desejo. E mesmo assim não consigo. Não consigo porque o que eu queria de fato dizer com as palavras que não encontrei talvez não fosse mais importante do que encontrá-las. A partir do momento que me coloco a disposição de encontrar algo que esqueço, o que esqueço mesmo é aquilo que queria dizer. Porque a partir de um instante as palavras ficam mais importantes do que o sentido, ou a própria mensagem.É como se todas as pessoas do mundo quisessem dizer algo, procurando palavras para se explicar. Mas, não sobra nem um pingo de realidade. Só a imagem do que foi dito.Caminhando nas ruas, conversando com um amigo, não me retenho ao que é dito. O que é dito é banal. A não ser que haja muito menos do que palavras para se ver.

26 de junho de 2009

Queria que o mundo parasse agora. Assim eu paro e observo cada detalhe, até o broto de grama que nasce entre os paralelepípedos da cidade. Por que ninguém se vê?

Olhar.
O sopro dos Deuses também nos deu olhar, pois olhos secos por si só são apenas um imenso
vazio incompleto de sensações.
O mundo não para, nada nunca para. Não vou parar de observar as gramídeas, nem de contemplar essa imensidão.
Nunca se é jovem de mais para perceber o que não é percebedido.
Nunca se é velho demais para ignorar o que já foi compreendido.

A essência é extremamente completa. Ninguém precisa forçar para tê-la. Só deixar. Seguir.

15 de junho de 2009

Mil

Percebendo que o mundo está aqui dentro.

Pois a cada momento me surge uma vontade diferente. Já disse que vejo as fitas?
E vem o meu canto, aquela mesma música de sempre:
"Tire seu sorriso do caminho, que eu quero passar com a minha dor."
Nem há tanta dor assim, mas muitos sorrisos. Sorrisos passados presentes e até futuros.
Já cantei e toquei a melodia de tantas formas que descubro cada vez um mundo, de possibilidades, de sentidos, de eus.
E aí vou eu com a velha história de que um ser humano, é todo ser humano. Que o mesmo que há em mim, há na mendiga que encontro na rua todos os dias desejando-lhe bom dia.
O bom dia dela é melhor que o meu, isso porque ela encontra algo que eu não encontrei. E confesso que muitas pessoas no meu dia a dia também não o encontraram.
Quero ser mil. Quero ser apenas uma. Por enquanto sou só o murmurio das pessoas nas ruas, sou qualquer um que passa, o porteiro, a vizinha, a mendiga. Sou eles e eles um pouco de mim.

14 de junho de 2009

Recriando

O que eu estou fazendo?
Eu olho, e vejo, e me re-invento: com outras atitudes, personalidade, decisões. Como se a cada momento eu pudesse ser nova, algo que nem eu consigo ser. Mas consigo planejar.
Vejo os caminhos na frente de mim, vejo os traços deixados pelo tempo que farei. E esses traços vão seguindo caminhos e se cruzam aleatóriamente, como as fitas de uma ginasta. Coloridas no tempo. No espaço.
Isso a mim parece muito concreto embora eu saiba que não é nem um pouco. Por quê?
Tudo soa tão simples. "Vai lá e vive!". Tão simples que ninguém no mundo entende o sentido dos fatos, o porquê de viver, viver, fazer e depois pó. É evidente que há algo além, ou não?
O sopro dos deuses. Esse algo que nos faz abrir os olhos por intantes, e nos faz vivos. Porém, o tempo, o tédio humano, nos acostuma com o fato de viver, porque simplesmente qualquer um na esquina pode. O capitalismo não valoriza.
E assim eu paro e me pergunto, o que estou fazendo. E percebo que caí na armadilha do tempo, a vida já era tão comum que perdeu o rumo.
Continuo a me recriar, assim vou encontrar algo que me transforme e me tire dessa cilada. Existir. Não no sentido seco da palavra. Ser completo a todo tempo. Só assim funciona.