24 de novembro de 2009

Abrir os Olhos

Você segue o seu caminho até que a próxima porta se abra, seu conhecimentos sobre como é aquele lugar são praticamente nulos. Mesmo que o gancho com um ponto esteja pairando sobre seus ouvidos e mesmo que várias vozes sejam ouvidas ao mesmo tempo pelo próprio, não há nada mais importante do que abrir aquela porta. Surge uma cor enegrecida, quase não perceptível a não ser pelo fato de que tudo que é claro ficar escuro naquela luz e por coincidência você está usando uma camiseta branca.
O preto pode não ser algo muito agradável a nossa memória, pois tudo que é escuro e enegrecido atrai o ruim pela visão que mais domina o mundo(a cristã); porém, nos momentos de maior relaxamento de nossas vidas, o preto é o que domina, o preto é o que buscamos. Fecham-se os olhos e toda a clareza fica negra e sombria, vozes vem e voltam e o que mais se deseja é a calma e o descanso, um momento para não se pensar em nada. Nas noites mais escuras, todas a criaturas aproveitam para fazer o que gostariam sem serem vistas, como um profundo momento de liberdade.
Essa luz eloquente vem como uma praga que se manifesta em crianças do primário, te suga e te faz sentir um pouco menos de você mesmo. Seus sentidos se espalham pelo espaço-tempo, nada. Você abriu os olhos! Não! Não se pode abrir os olhos numa hora dessas! O que acontece com todo o resto? Era aquela a porta que te levaria pro melhor dos lugares.
A consciência humana é bem maior do que seus próprios atos. Um momento de deslize e toda a tragédia segue em sua direção, embora não haja tragédia suficiente para tal nome. Sua hábil consciência quer que você acorde dessa recaída, para parar de ceder àquilo que te chama.
Você abriu os olhos, defesa fenomenal! Agora é a próxima etapa.

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